domingo, 17 de outubro de 2010

Por que me prendes no seu olhar se não posso ser sua?


Entrego meu olhar à saudade
Evito o encontro dos meus olhos nos seus.
Ouço sua voz
Minha’alma se agita.
O tom das suas palavras me chama
E o significado me afasta.
Tenho um grito preso na garganta
Sufocado e aflito
Como um pássaro selvagem
Que acabara de perder sua liberdade.
Atordoada
Debato-me
Falta-me o ar.
Detenho a insanidade...
As palavras agonizam em minha mente
E minhas certezas
São as fronteiras que não posso vencer.
Minhas mãos inquietas
Tateiam o ar
As suas tão próximas
Sem que eu possa alcançar...

Cristina Vianna

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